Quanto tempo demora a cultivar canábis?

Põe a tua data de início, ajusta a duração das fases — e obténs o dia do corte e o dia em que a colheita está realmente pronta para o frasco. Grátis e sem registo.

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O tempo de floração vem no pacote de sementes — é o dado mais fiável de todos. O tempo de vegetativo escolhes tu: decide o tamanho que a planta atinge. Com as autoflorescentes não há vegetativo livre: o banco dá-te um tempo total desde a germinação.

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    Calendários típicos, da germinação ao frasco
    Tipo de cultivo Vegetativo Floração Total
    Autoflorescente 3 semanas 7 semanas 89 dias 12,7 semanas
    Fotoperiódica (híbrida) 6 semanas 9 semanas 127 dias 18,1 semanas
    Tipo sativa, floração longa 8 semanas 11 semanas 157 dias 22,4 semanas

    Cada número inclui 12 a 14 dias de secagem. São pontos de referência — o tempo de floração da tua variedade vem no pacote e ganha a qualquer tabela.

    Estas calculadoras dão valores de referência para a tua própria avaliação. Não substituem a medição no local nem o conselho de um especialista — todos os dados sem garantia.

    Como se calcula a data de colheita

    A conta é aritmética de calendário: data de início + germinação + vegetativo + floração. Isso dá o dia do corte. Soma a secagem e tens o dia em que a colheita está realmente terminada — e são mais dez a catorze dias.

    O dado mais fiável da cadeia é o tempo de floração: vem no pacote de sementes e os bancos costumam ser honestos com ele. O tempo de vegetativo é o que escolhes tu — decide o tamanho da planta e é a única alavanca real que tens sobre a duração total.

    A germinação e a fase de plântula ocupam uma ou duas semanas e variam pouco. Por isso o vegetativo é a parte com que realmente se planeia.

    Porque é que a secagem faz parte do plano

    Quase todos os calendários que se encontram terminam no corte. Aí acaba o cultivo para a planta — mas não para ti. Entre a colheita e o primeiro frasco há mais dez a catorze dias, e não são opcionais.

    A flor acabada de cortar é três quartos água. Se a meteres no frasco cedo demais, ganha bolor; se a secares depressa demais, perdes os terpenos que faziam a variedade valer a pena. Nenhuma das duas coisas se corrige depois, e por isso aqui a secagem é uma fase fixa do cálculo e não uma nota de rodapé.

    E para planear importa: se precisares da estufa livre para o próximo cultivo, as flores continuam penduradas lá dentro mais duas semanas. É a diferença entre um calendário que funciona e um que choca consigo próprio.

    O que fica depois da secagem — o número que realmente conta — estima-o a calculadora de rendimento.

    Planear um cultivo de autoflorescentes

    As autoflorescentes não funcionam como a calculadora supõe por defeito, e convém saber porquê. Florescem pelo relógio interno, não pelo fotoperíodo, por isso não há uma fase de vegetativo que possas alongar ou encurtar.

    O que o banco te dá é um tempo total desde a germinação, normalmente de nove a onze semanas. Para as planear, reparte esse tempo pelos campos: cerca de três semanas como vegetativo e o resto como floração. O total sai certo, mesmo que na realidade a fronteira entre as duas fases seja difusa.

    A troca: o que perdes em controlo ganhas em previsibilidade. Um calendário de autoflorescentes cumpre-se muito melhor do que um de fotoperiódicas, porque a planta não está à espera de que mudes as horas de luz.

    O que desloca o calendário

    Um plano é um ponto de partida, não uma promessa. Na prática, três coisas mexem na data, e as três empurram-na para a frente.

    O tempo de floração do pacote é um mínimo. Foi medido em boas condições. Uma ou duas semanas a mais é normal, sobretudo com oscilações de temperatura, pouca luz ou stress por transplantes e desfolhas fortes. Planeia com o extremo alto do intervalo que o banco indicar.

    O stress custa tempo. Fazer topping, transplantar ou uma praga no vegetativo travam a planta alguns dias de cada vez — pouca coisa em separado, mas acumula-se. Aplicar as técnicas cedo, e não tarde, mantém esse custo baixo.

    Decidem os tricomas, não o calendário. A data calculada diz-te quando começar a olhar, não quando cortar. O sinal habitual é os tricomas passarem de transparentes a leitosos, com 5 a 10 % em âmbar conforme o gosto de cada um. Na dúvida, a planta tem razão e o plano está errado.

    Planear é bom, registar é melhor

    O primeiro cultivo é um plano. O segundo é uma comparação. A partir do terceiro conheces os teus próprios números: quanto tempo demoram realmente as tuas variedades na tua estufa e quanto se desviava o dado do pacote.

    Isso só funciona se as datas reais forem anotadas à medida que acontecem: quando começou a germinação, quando mudaste o fotoperíodo, quando cortaste. Três cultivos assim ganham a qualquer tabela de valores típicos — também à de cima.

    Perguntas frequentes

    Perguntas frequentes sobre o planeamento do cultivo

    Como calculo a minha data de colheita?

    Soma à tua data de início a germinação, o vegetativo e a floração. O tempo de floração vem no pacote de sementes e é o mais fiável dos três; o de vegetativo escolhes tu. Junta mais dez a catorze dias de secagem para saberes quando a colheita está realmente pronta.

    Quanto tempo demora a crescer uma planta de canábis?

    Em indoor, uma fotoperiódica demora aproximadamente três a cinco meses desde a semente até teres a colheita curada em frascos. As autoflorescentes são mais rápidas, cerca de 70 a 100 dias no total. A tabela acima dá três calendários típicos, com a secagem incluída.

    Quanto tempo tem a canábis de secar?

    Dez a catorze dias, pendurada a cerca de 18 °C e 60 % de humidade. Pode ir-se mais depressa, mas custa qualidade: a flor seca por fora e continua húmida por dentro, e os terpenos vão-se com a pressa. A cura em frascos vem depois e leva mais duas a quatro semanas.

    Como planeio um cultivo de autoflorescentes?

    Pega no tempo total desde a germinação que o banco indica — normalmente nove a onze semanas — e reparte-o pelos campos: cerca de três semanas de vegetativo e o resto de floração. As autoflorescentes florescem pelo relógio interno, por isso não há fase de vegetativo para alongar ou encurtar, e é por isso que o seu calendário se cumpre melhor do que o de uma fotoperiódica.

    Como sei que a planta está realmente pronta?

    Pelos tricomas, não pelo calendário. O sinal habitual é estarem na maioria leitosos, com 5 a 10 % em âmbar; transparentes significa cedo demais, e a maioria em âmbar significa que já passou do ponto. Com uma lupa de joalheiro ou o macro do telemóvel vê-se bem. A data calculada diz-te quando começar a verificar.

    Porque é que a minha floração está a demorar mais do que o indicado?

    Porque o dado indicado foi medido em boas condições. Uma ou duas semanas a mais é completamente normal, sobretudo com oscilações de temperatura, luz insuficiente ou stress por transplantes e desfolhas fortes. Planeia com o extremo alto do intervalo que o banco dá.

    Posso encadear vários cultivos seguidos?

    Sim, mas lembra-te da secagem: as flores continuam penduradas na estufa duas semanas depois do corte. Se o próximo cultivo precisar desse mesmo espaço, os calendários chocam. Ou secas noutro sítio, ou começas a germinação seguinte durante a secagem.

    A aplicação CRIS calcula da mesma forma?

    Sim. Esta calculadora usa as mesmas fases e a mesma aritmética que o planeador de cultivo da aplicação CRIS. Na aplicação, as datas ficam ligadas ao cultivo real, por isso o plano e o que realmente aconteceu ficam lado a lado.

    Um plano é bom, um registo é melhor

    O CRIS guarda as datas planeadas junto às reais — germinação, mudança de fotoperíodo, corte, frasco. Depois de três cultivos, planeias com os teus próprios números e não com uma tabela. Offline e sem conta.